Sadismo patológico


Da mesma forma que existe uma prática saudável, segura e consensual do sadismo, infelizmente existe outro tipo de prática, em que o sujeito é um psicopata ou comumente chamado de sociopata e que pode ser enquadrado pela lei e é de grande interesse para a psiquiatria forense, a qual citamos um link a respeito, e comentários.

Esses sociopatas podem muito bem esta infiltrados entre nós como pessoas normais, muitos colocam a dificuldade de avaliar se é uma pessoa normal ou patológica e outro colocam como uma pessoa limítrofe, mas infelizmente esses sociopatas, tornam pessoas que convivem intimamente, ou seus pais, ou seus (suas) companheiros(as) como vítimas de suas atitudes.

Desta forma, se faz necessário um estudo detalhado sobre como identificar esses indivíduos e as possíveis explicações. Encontrei esse tema em apenas um livro em língua portuguesa.

Sociopata: (baseado em dois autores: MacKinnon & Michels)

Devido a falta de empatia e preocupação do sociopata com os demais, pode conduzir ‘a crueldade e sadismo extremados, ainda que, caracteristicamente apresenta pequena reação emocional a sua própria conduta.

Em relação a seus parceiros(as), pode existir um relacionamento sadomasoquista, onde o parceiro torna-se uma vítima ou sócio silencioso da conduta anti-social.

Características Clínicas

-          Impulsos: Nesses indivíduos, as suas ações são baseadas na urgência em atender tais necessidades, obtendo prazer e gratificação, mesmo contrariando as normas sociais vigentes ou proibidas as pessoas normais. Em busca de um prazer imediato, arriscam suas próprias vidas, sem dar muita importância aos riscos inerentes a essa prática, mesmo que os perigos que oferecem é a longo prazo. Temos perigo nos indivíduos que se auto-mutilam, ou se drogam, por exemplo. Sua necessidade de saciar um impulso é considerado indispensável. Não se preocupam com as conseqüências de sua conduta. Está relacionada mais a respostas fisiológicas do que relações interpessoais. Por incapacidade de controlar seus impulsos, conduz a explosões e agressões, geralmente associada a alguma frustração.
-          Afeto: Sente pouca ou nenhuma ansiedade, pois possui baixa intolerância a ansiedade, levando aflição insuportável, se for contrariado. Não sente-se culpado, podendo sentir vergonha e temer a desaprovação pública pelos seus atos, ou até, tornar-se deprimido.

Desenvolvimento da Sociopatia.
Dois fatores interagem na formação do psicopata:
a)      Determinantes constitucionais que levam a necessidade crescente dos impulsos básicos ou uma diminuição da tolerância a frustração.
b)      Experiências precoces que levam ao sentimento que não pode confiar em ninguém e que a segurança não está ligada a um íntimo relacionamento humano. Tudo começa na própria infância e quanto mais precoce, como por exemplo, no estágio do desenvolvimento do ego e super-ego, mais grave é a patologia.

 Autor Sacher

Forence – Parafilias e Transtornos Sexuais.
Trazemos um site http://www.psiqweb.med.br   que vai abordar os problemas e implicações legais em relação ao sadismo e destacamos as seguintes passagens
A Parafilia está implícito o reconhecimento daquilo que é convencional (estatisticamente normal) para, em seguida, detectar-se o que estaria "ao lado" desse convencional.
Está configurada a Parafilia quando há necessidade de se substituir a atitude sexual convencional por qualquer outro tipo de expressão sexual, sendo este substitutivo a preferida ou única maneira da pessoa conseguir excitar-se.
A Psiquiatria Forense se interessa, predominantemente, pela forma grave, que para se caracterizar exige os seguintes requisitos:
1. Caráter opressor, com perda de liberdade de opções e alternativas. O parafílico não consegue deixar de atuar dessa maneira.
2. Caráter rígido, significando que a excitação sexual só se consegue em determinadas situações e circunstâncias estabelecidas pelo padrão da conduta parafílica.
3. Caráter impulsivo, que se reflete na necessidade imperiosa de repetição da experiência.
Os delitos sexuais mais comuns são: violação, abuso sexual desonesto, estupro, abuso sexual de menores, exibicionismo, prostituição, sadismo, etc.
Portanto, o destaque para o sadismo psicopata se faz necessário.

Bibliografia:
MacKINNON E MICHELS,  A entrevista psiquiátrica na prática diária, 5 ed, tradução, Helena Mascarenhas de Souza, Porto Alegre:Artes Médicas, 1981

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